Hoje escrevo para ti, meu amor, numa visão de olhos fechados. Hoje sou cego e cego vejo o nosso amor. Hoje não vejo nada a não seres tu, e nada quero ver para além de ti. Estou sentado, algures, criando-te numa imagem minha e tua, só para te poder contemplar. E hoje, nas minhas mãos, és um pedaço de arte. Amo-te. Não é o amor também uma arte? Hoje escrevo o teu sono mais profundo, só para poder acordar a teu lado. Hoje escrevo canções que me cantas de madrugada nesse teu tom doce e inocente, só para não conseguir deixar de ouvir a tua voz em mim. Hoje escrevo o teu sorriso, para que não voltes a perder a paz que tanto te prometi. Hoje escrevo para ti porque as palavras que te escrevo são o bocado melhor do que eu sou, sem desejos obscuros de não ser. Hoje escrevo sem que exista o tempo, para poder ficar contigo para sempre. E hoje escrevo, de facto, porque te amo. Não é só o facto de te amar motivo suficiente para escrever?
de Jorge Bogalheiro.
a escrita deste miúdo de dezassete anos tem qualquer coisa de muito especial.
a escrita deste miúdo de dezassete anos tem qualquer coisa de muito especial.
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