confesso que, pelo menos uma vez por mês, permitia-me revisitar as pedras da calçada, à procura da nossa paz. buscava-a, com medo que pudesse estar a vaguear pelo nosso utópico amor, que pudesse estar perdida, sozinha, abandonada. assim como o amor ficou. assim como ficámos nós.
o engraçado é que nunca a encontrei...
parece que ela morreu no momento em que as nossas mãos se desenlaçaram para darem lugar ao rancor de uns punhos fechados em raiva, para darem lugar a um amor que partiu e, ao mesmo tempo, ainda permaneceu demasiado por cá, por estas paredes que suspiravam noites de verão, beijos a saber a vermelho, batimentos cardíacos e respirações em sintonia.
as memórias tornam-se difusas, com o passar das estações.
quem me dera que já nem existissem, sequer.
Sem comentários:
Enviar um comentário