não existe assim tanto mal no facto de uma pessoa ser directa. desbocada. no facto de não saber estar calada. no facto de, quando acha piada a alguém, ter coragem ou simplesmente inconsciência suficiente para assumir as coisas frontalmente. no facto de se ser introvertida por não se admitir conversa de circunstância mas não se ser tímida.
no entanto, o pior face a isto acontece quando aparece alguém que torna tudo meio difuso e que deixa uma sensação de impotência sobre o que devemos ou não fazer. porque, o usual, acaba por não parecer a opção certa a tomar. por não parecer o suficiente, sequer. por se sentir que é preciso mais. dar mais. ser mais. porque, a essa pessoa, não queremos dar o nosso mero normal estado de ser. queremos o melhor. queremos ser melhores. e o mal é que muitas vezes nem sabemos como mostrar isso mesmo.
tudo isto se resume ao momento em que te apercebes que te podes estar a apaixonar mas que não consegues fazer nada além de pensar simplesmente 'mas que merda onde me vim meter?'
e a realidade é essa. sente-se e não tem travão de mão para não nos deixar colidir de frente com um coração futuramente um pouco mais destruído que antes. mas, pelo menos, um pouco mais vivido que anteriormente, também.
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