2013-10-07

pelos dias

as saudades perpetuam-se mais nos pormenores do dia à dia. naqueles cafés para começar a noite, até ela acabar em conversa. das manhãs a acordar num quarto familiar, num lar, não numa casa. do pequeno-almoço com a comida garantida no frigorifico, sem preocupações. do cão, ora a lamber-me os pés de excitação, ora deitado na cama sem ligar nenhuma. de andar até à escola, por estar só a dez minutos de distância a pé. das caras conhecidas e, outras, tão miúdas que se apanham numa escola secundária. das rivalidades, dos grupos, das pessoas que lá se encontram, também, é engraçado observar. do beijo de bom dia com o nosso grande amor. das mãos entrelaçadas, quer a manhã fosse fria ou não. das aulas de uma hora e meia e dos intervalos em companheirismo, mais vale poucos mas bons. da hora de almoço e do caminhar a ouvir música até casa da avô. do almoçar, dos beijinhos e do facto de ficar cheia de ar muito depressa. do carinho num olhar... de um amor que só se sente quando se é neta. das despedidas rápidas e do caminho até uma tarde em amor. da volta a casa, de volta ao bicho, ao olá à mãe, ao beijinho ao pai. do esperar pela hora do ginásio para ir suar um bocadinho enquanto sorrio. do banho merecido, depois do treino, num balneário de gargalhadas. do voltar a casa e jantar canelones congelados, com o cão novamente a lamber-me os pés. do jantar na mesa, o pai a querer estender as coisas do ginásio e da televisão na fox life. dos serões a ver séries, deitada na cama da melhor irmã que podia ter. do deitar tarde, e acordar cedo... de uma rotina de anos.
tenho muitas saudades da minha família. dos meus amigos, dos meus amores... sinto-me sozinha.
sinto falta dos dias. em dias maus... sinto falta dos dias que antes me eram normalmente bons. e eu nem sabia.

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