2013-07-17

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ontem fiz algo que desejava fazer há anos. e senti um orgulho e uma realização imensa por tal ter acontecido.
sempre disse que queria tornar-me dadora de sangue e medula. que queria tornar-me dadora de órgãos para, no dia em que morrer, ser-me possível ajudar outros a viverem. pensei em tornar-me dadora de rim a um qualquer anônimo mas penso que, se o fizer, mais tardiamente alguém da minha família que possa ajudar já não pode aproveitar. é só isso o que me trava. quero também deixar crescer o cabelo para depois cortá-lo muito, muito curto, para doar ao IPO. gostava de rapá-lo até mas a falta de coragem não mo deixa fazê-lo.
dizem que estes meus pensamentos são demasiados extremistas, demasiado... altruístas. que são simplesmente demasiado. no entanto... não me imagino a ser de outra maneira. se eu tenho a mais, se possuo algo que posso dar e que, com o tempo, se vai auto-regenerar e voltar tudo ao normal ou posso viver absolutamente bem com o que me resta, de que vale guardar-me? somos todos tão humanos, tão no mesmo barco. chamem-me infantil ou sonhadora mas eu acho que o egoismo nunca deve ser uma opção. se se pode ajudar alguém que precisa, por mais que não conheçamos, porquê não fazê-lo? todos temos uma história... há sempre um motivo para sermos como somos. todos fizemos coisas más, todos passamos por coisas más. porquê não fazer algo bonito sem ser por nós de vez em quando? não consigo imaginar-me sem pensar desta maneira.
ontem tornei-me dadora de medula, de manhã, e dadora de sangue, há hora de almoço. com muito orgulho.

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